Enfrento, e reconstituo os pedaços, a gente enfeita o cotidiano - tudo se ajeita.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Eu preciso de um telefonema que nunca chega... De um alguém que nunca vem. Preciso de um colo, de um abraço, de um sorriso. Preciso de um beijo de boa noite, de um bilhete de amor escondido no bolso de trás de meu jeans, de um jantar à luz de velas. Preciso de palavras sinceras, de olhares profundos, de corações intactos. Preciso de paz interior e exterior. Preciso de um porto seguro, de um dia de sol, de um sono sem sonhos. Preciso da tua mão entrelaçada a minha. Preciso de uma mente mais livre, de um ar mais puro, de um desapego mais fácil. Preciso de um você mais meu. Preciso de um alguém que não me precisa.


E hoje nada pode me fazer sentir melhor. Minhas opiniões, conclusões, só por hoje não mudarão. Decidi ser realista e esse é o resultado.

Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta. Já doeu uma vez.

É difícil me iludir, porque não costumo esperar muito de ninguém. 

Cansada de tudo que começa. Hoje eu queria alguma coisa que continuasse.
- Você e eu, de novo.
- Pra que?
- Pra sentir tudo aquilo que nos faz bem!
- Não.
- Mas tu ainda me amas, certo?
- Certo.
- Então porque não ficarmos juntos novamente?
- Para não ter que passar por tudo novamente.
- Foi amor...
- Ainda é amor!
- Tu me confunde.
- Não estou aqui para ser a solução.
- Tu estais aqui para ser o meu tudo...
- Desculpa, prefiro ser o nada. 
Saiba que não estou aqui pra levantar o tom, nem o volume da voz. Já o fiz por tantas vezes que hoje digo para mim mesmo: “Não mais”.