Enfrento, e reconstituo os pedaços, a gente enfeita o cotidiano - tudo se ajeita.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Eu constantemente sinto saudade das coisas que perco, mas não as quero de volta. Já doeu uma vez.

É difícil me iludir, porque não costumo esperar muito de ninguém. 

Cansada de tudo que começa. Hoje eu queria alguma coisa que continuasse.
- Você e eu, de novo.
- Pra que?
- Pra sentir tudo aquilo que nos faz bem!
- Não.
- Mas tu ainda me amas, certo?
- Certo.
- Então porque não ficarmos juntos novamente?
- Para não ter que passar por tudo novamente.
- Foi amor...
- Ainda é amor!
- Tu me confunde.
- Não estou aqui para ser a solução.
- Tu estais aqui para ser o meu tudo...
- Desculpa, prefiro ser o nada. 
Saiba que não estou aqui pra levantar o tom, nem o volume da voz. Já o fiz por tantas vezes que hoje digo para mim mesmo: “Não mais”.
Não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha à mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.
Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.